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O Despertar da Śakti
Retiro de Primavera
Durante o Equinócio de
Primavera de 2012, época de renovação, considerado o início do “ano” para a
natureza, estaremos reunidos para celebrarmos este momento, através de rituais
de purificação, mantras, cura, yoga e do despertar do Sagrado Feminino
que existe em cada um de nós. Escolhemos um local mágico, em meio às montanhas
de minas, repleto de cachoeiras, grutas e matas, ladeado pela energia magnética
da região de Ibitipoca.
Apenas 16 vagas!
Data: 22 e 23 de setembro (sábado e domingo)
Local: Pousada Estação Andorinhas (Ibitipoca-MG) http://estacaoandorinhas.blogspot.com.br
Chegada: Sábado, 8h.
Saída: Domingo, 16h.
Alimentação: Ovo-lacto-vegetariana (usa laticínios e todos os tipos de vegetais, super saudável,
leve e saborosa). O retiro inclui 3 refeições principais e lanches.
Acomodações: As acomodações serão em quartos duplos ou triplos.
Público: Homens e mulheres de qualquer faixa etária sem a
necessidade de serem praticantes de Yoga
ou terem algum conhecimento prévio. Nas práticas específicas para as mulheres
haverá trabalhos paralelos para os homens.
Programa:
Sábado
8:00 – Chegada. Acomodação nos
quartos e tradicional café da manhã mineiro.
9:00 – Abertura: apresentação
do programa, dos participantes, ritual de abertura, proteção e conexão.
10:00 – Aula de Śakti Yoga: yoga especial para o despertar da energia feminina.
11:30 – Caminhada na mata.
12:00 – Harmonização dos elementos
junto à cachoeira.
13:00 – Almoço.
14:00 – Horário livre para
descanso, leitura, passeios.
15:00 – Workshop Āyurveda para Mulheres: Harmonia, Saúde &
Equílibrio através do Respeito aos Ciclos Femininos – alimentação, hábitos,
ervas, yoga, beleza etc.
17:00 – Chá | lanche.
17:30 – Tempo livre para banho
| descanso.
18:30 – Meditação do anoitecer:
Cidākāśa Dhāranā –
Encontro com a Śakti Interior.
19:00 – Círculo Sagrado
(Ritual de Purificação | Danças Circulares | Fogueira | Mantras | Consagração
do Ventre).
21:30 – Jantar | Caldo
22:00 – Recolhimento
Domingo:
7:00 – Café da Manhã
8:00 – Caminhada na mata
8:30 – Meditação ao ar livre: Pañca Mahā Bhūta Śakti Dhāranā
– Concentração nas Śaktis dos Elementos da Natureza.
9:00 – Śakti Yoga.
10:00 – Workshop Daśa Mahāvidyā: O Despertar da Śakti Através
das Dez Deusas da Sabedoria – Práticas & Rituais.
12:00 – almoço.
13:00 – Vivência Tecendo a Mandala
Sagrada.
14:30 – Ritual do Fogo | Fechamento
e Despedida.
15:30 – Lanche.
16:00 – Partida.
Valores:
Até o dia 15 de agosto de 2012
(após esta data os valores sofrerão alteração).
Com transporte
·
Opção (a)
R$ 330,00 à vista.
·
Opção (b)
Inscrição de R$ 100,00 (necessária para garantir a vaga) + 2x R$ 120,00 (em
cheques pré).
·
Opção (c)
Inscrição de R$ 100,00 (necessária para garantir a vaga) + 3x R$ 85,00 (em
cheques pré).
Sem transporte
·
Opção (a)
R$ 260,00 à vista.
·
Opção (b)
Inscrição de R$ 100,00 (necessária para garantir a vaga) + 2x R$ 85,00 (em
cheques pré).
·
Opção (c)
Inscrição de R$ 100,00 (necessária para garantir a vaga) + 3x R$ 50,00 (em
cheques pré).
Inscrição: Efetive sua inscrição via depósito bancário ou mediante
cheques pré-datados. Recebemos reservas de inscrição por e-mail, mas estas
serão efetivadas unicamente mediante envio do pagamento em cheques ou via
depósito bancário na conta cujos dados serão enviados aos interessados. Na
escolha da opção de pagamento com cheques, estes devem ser enviados junto com
seus dados, por sedex ou correio registrado para os organizadores.
O programa poderá ser
alterado, cumprido total ou parcialmente de acordo com aproveitamento dos
participantes.
Contatos:
Purneś – (32) 9112 3590
Mālikā – (32) 9134 7920
kaulayoga@hotmail.com
Facilitadores:
Purneś é professor de Yoga e Tantra (especializado em yoga-śāstras
e tantra-śāstras). É adepto da
Tradição Satyananda/Bihar Yoga. Formado
em Enfermagem, é terapeuta Āyurveda e
Mestre Reiki. Iniciou sua jornada
espiritual com o Xamanismo. Auxilia buscadores no despertar da Śakti com Rituais Sagrados, Mantras, Meditações, Yoga e Āyurveda. Trabalha com grupos de Yoga Terapia aplicando a metodologia terapêutica da yoga-nidrā em pacientes com fibromialgia
e portadores de deficiência mental (esquizofrenia e bipolaridade). Vem
desenvolvendo seu trabalho desde 2006, participando como formador de
professores de Yoga, apresentando
trabalhos e conduzindo cursos.
Mālikā é professora de hatha-yoga, meditação,
Sociologia, Filosofia. Formada em Ciências Sociais (UFJF) – com pós-graduação
em Estado e Sociedade – é educadora perinatal
e terapeuta Āyurveda especializada na
saúde da mulher. É focalizadora de círculos de mulheres que objetivam a
emergência do Sagrado Feminino, resgatando
as raízes xamânicas do Yoga & Ayurveda. Edita o blog Svaśakti, dedicado ao
estudo do despertar do Sagrado Feminino
e do Retorno da Deusa nos tempos
modernos. Coordena o Projeto Luz Divina, um programa holístico inteiramente
dedicado à gestante, durante a gravidez e pós-parto, assim como na preparação
da mulher para a sonhada concepção. Fundou do Projeto Sūrya, viabilizando aulas de Yoga gratuitas na rede estadual de educação em Três Rios (RJ),
levando uma nova perspectiva a adolescentes da região.
Moram em Juiz de Fora – MG com
seu filho, onde dirigem o Instituto Kaula
Yoga. Ministram programas abrangentes de treinamento em Yoga e Āyurveda Sādhanā
sob uma perspectiva Tântrica e Védica com propósitos terapêuticos para
harmonizar e curar o corpo, a mente e a consciência.
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Texto extraído do livro : "YOGINI - Revelando a Deusa interior" , de Shambavi Lorain Chopra
Aham prema.
(Eu sou o Amor Divino)
No Bhavani Nama Sahasra (Mil Nomes da Deusa Bhavani), o pundit Jankinath Kaul explicou de forma bela o que seria uma yogini: “Yogini é quem possui poderes mágicos”. Shakti, o poder supremo, em sua forma de Durga, recebe o nome de “yogini”: Ela assume várias formas e diversas energias Divinas para manter a harmonia no Universo, para combater o mal e dar suporte ao bem. A mulher que obtém um estado transcedental em seu sadhana retorna como uma yogini celestial, ou Bhairavi, uma adepta feminina do yoga. Ela carrega em si a energia de Durga.
A verdadeira yogini é a mulher iluminada dotada de uma paixão exuberante, poderes espirituais e uma visão interior profunda. As yoginis transmitem um sentido de liberdade e pura maestria em tudo o que fazem. Com seus olhares poderosos, são capazes de hipnotizar até mesmo um grande yogue e são ainda capazes de mudar a sua forma à vontade. Os eruditos tântricos descreveram as yoginis como mulheres independentes, francas, diretas, honestas e dotadas de um espírito gracioso. Sem elas, o yoga pode falhar em seu objetivo e permanecer estéril.
Os textos shaktas oferecem honras tanto às mulheres como à Terra, pois descrevem ambas como fontes de energia, vitalidade, bem-estar físico e espiritual. Ao observar esta analogia entre uma yogini e a Terra, o Chakrasamvara – comentário tibetano do século XI – afirma que: “Ao reconhecer uma yogini que o deleitará e lhe transmitirá energia e poder, e sentindo-se apaixonadamente atraído por ela, se o aspirante não adorar essa yogini, ela não o abençoará e não surgirão as realizações espirituais”. O livro Passionate Enlightenment, de Miranda Shaw, que recebi de Lokesh Chandraji, foi o primeiro que expôs o mundo da yogini do ponto de vista budista.
Segundo o pensamento hindu, a yogini representa o próprio yoga shakti, a kundalini, bem como os poderes que residem nas deidades femininas dos diferentes chakras. A yogini traz em si o poder do yoga e pode despertá-lo nos demais, não apenas em geral, mas em qualquer ponto ou local do corpo ou da mente. A habilidade de um homem de atingir estágios superiores de yoga pode ser facilitada por sua associação com uma companheira que reflita essa energia.
Assim como uma deusa abençoa e beneficia seus devotos, e a shakti vivifica suas práticas biológicas, culturais e religiosas, a mulher pode canalizar esta força vital ou energia espiritual para seu consorte-devoto. A mulher não fica mais exaurida quando fornece nutrição espiritual do que uma mãe ao nutrir sua criança. De fato, isso faz com que energias mais profundas se manifestem dentro dela.
Esta energia espiritual não é algo que um homem possa extrair ou tomar de uma yogini à vontade. Ela escolhe quando e a quem conceder suas bênçãos. A habilidade da yogini de intensificar o desenvolvimento espiritual de um homem depende de que sua divindade inata esteja desperta e manifeste seus frutos por meio de suas próprias práticas de yoga, que incluem visualizar a si mesma nas várias formas das deusas e investir-se com suas aparências e ornamentos, expressões de ternura e ira e dos poderes sobrenaturais que permite libertar os seres. Ao conferir energia e graça a um homem – abençoando-o ou dando-lhe poder – ela não enfraquece, mas, pelo contrário, compartilha sua energia voluntariamente com alguém que ganhou seu favor, por satisfazer as várias exigências que ela impõe.
Tal relacionamento ocorre em paralelo aos relacionamentos humano-Divino no que se refere ao fato de que a deidade é a benfeitora e o devoto-humano, o beneficiário. Ainda que a deidade possa derivar alguma gratificação do relacionamento, o devoto tem muito mais a ganhar do que o objeto soberano de sua devoção. O que os suplicantes, em última análise desejam de sua deidade é o resgate ou a liberação total, e é isso que os homens tântricos devem procurar obter de seus relacionamentos com mulheres espiritualizadas. Os textos tântricos reiteram que o homem não pode ganhar a iluminação sem respeitar a mulher e se aliar internamente a ela. A beneficência de uma mulher é uma resposta graciosa e ainda voluntária à súplica, homenagem e adoração de seu devoto.
A deusa é uma grande yogini, devotada a Shiva e, contudo, equipara Seus poderes. Ela é a incorporação da pura energia, a mãe e uma matriz para todas as manifestações, a fonte de todo o tempo, espaço e criação. Enquanto praticavam yoga juntos, shakti aceitou Shiva como seu guru, e Ele ensinou-lhe os modos de ser transcendental para orientá-la em sua liberação final. Shiva, por sua vez, também aceitou shakti como Seu guru, e ela O iniciou em sua liberação final e O pôs em contato com o supremo poder da consciência.
A Deusa Chhinnamasta, a deidade que decepa sua própria cabeça simboliza a grande yogini, a maravilhosa consciência situada além da mente. Ela representa a abertura do terceiro olho de onde surge o raio da percepção direta que destrói toda dualidade e negatividade. Ela é a yoga-shakti ou o poder do yoga em sua ação mais radical de conceder a iluminação. por isso, ela é também conhecida como Vajra Yogini. Este vajra é a força iluminadora suprema do ser interior.Chhinnamasta é a Para Dakini, a suprema e principal das dakinis, a deusa do caminho do yoga, e as yoginis manifestas como os poderes dos chakras. Os sadhakas que buscam trilhar o caminho dos poderes yogues ocultos deveriam adorá-la, como é reiterado por David Frawley em seu livro Tantric Yoga and the Wisdom Goddesses, que a invoca por meio do mantra baseado em seu nome Vajra Vairochani. Isso facilita todas as transformaçãoes interiores de modo radical.
A yogini também é Bhairavi, ou a Deusa do Fogo, situada no muladhara ou chakra raiz. É ela quem se converte em Chhinnamasta quando atinge o terceiro olho e abre o chakra coronário para o além. Seu sangue é a luz que ilumina a tudo.
Maria Madalena era uma dessas yoginis, que manifestava seu shakti por meio do fluxo de luz de seu coração e alma. Seu amor Divino era incondicional e independia das situações externas e dos dogmas. Contudo, o amor divino não se limita ao asceta. Em minha compreensão do Tantra, se dois seres evoluídos espiritualmente se unem em amor incondicional, também podem criar um campo de energia muito positivo e raro, que exsuda altos níveis vibracionais de paz e amor para o Universo.
As culturas antigas – Egito, Grécia, Tibet, Índia – contam com tradições esotéricas que glorificam o poder iniciatório da mulher. Ela é considerada a sacerdotisa suprema, que manifesta para nós todos o conhecimento e os poderes superiores. Ela é Sofia, a origem e a fonte da sabedoria ou prajna, o discernimento mais profundo da natureza de tudo. Os ensinamentos tântricos enfatizam a importância da beleza física no companheiro ou na companheira, mas apenas para estimular inicialmente e então elevar a paixão do plano sensual para o plano espiritual. A beleza da alma ultrapassa a beleza física.
O poder “iniciatório” da mulher causa espanto, pois provê a força da paixão necessária para desenvolver o misticismo experimental. Ao compartir os segredos do amor, a mulher pode conceder poder transcendental a seu amante. A maior forma de Shakti é a liberação da expressão direta da energia-sabedoria, que cria uma transformação jubilosa. A mulher pode iniciar seu parceiro em tais experiências místicas por meio da confiança, rendição a ideais superiores e espontaneidade. Quem inicia é a deusa interior de cada mulher.
Ser uma yogini é a meta espiritual mais elevada de todas as mulheres. É o meio de se tornar uma com a deusa interior e manifestá-la na expressão que eleva o mundo que é de fato criação sua. Contudo, não se trata de uma aparência externa, mas de um estado de energia externa, mas de um estado de energia e êxtase internos que converte a mulher em uma yogini. Ela não pode ser manipulada, definida nem sequer inteiramente conhecida.
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