Tida como uma noiva perigosa, a deusa Durga representa uma ameaça fatal àqueles que se aproximam dela sexualmente. Inluindo gestos obscenos e comentários maliciosos, o rito remete a um interstício em que a ordem social é suspensa, permitindo a liberação de elementos reprimidos.

Apesar dela surgir como uma deusa apenas em textos mais tardios, suas raízes remetem às culturas nativas da Índia, culturas tribais e campesinas que ainda existem nas regiões periféricas, como as Montanhas Himalaias e Vindhias. Retratada como rainha cósmica, deusa guerreira e destruidora de demônios, seus mitos e rituais enfatizam a tensão sexual implícita entre a deusa e o demônio que ela combate, demônio este que é apenas um aspecto dela mesma. 

Afirmando-se no campo de batalha, Durga inverte a posição das mulheres e, portanto, coloca-se fora das regras sociais, fornecendo uma versão refrescante e socialmente revigorante da realidade. Como imagem do feminino, desafia a visão estereotipada das mulheres, encontrada nos livros legais hindus tradicionais, talvez sugerindo "o extraordinário poder que está reprimido nas mulheres, que são forçadas a papéis submissos e socialmente desvalorizadores."
Monica Von Koss ( "Rubra Força - Fluxos do Poder Feminino)

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