12 de novembro, Sábado, Lua Cheia
14h às 18h

As mulheres de nossa atual civilização tem sofrido com a forma de vida competitiva e linear, características de uma sociedade patriarcal que abandonou o equilíbrio gerado pelo respeito à Mãe Terra. Presenciamos a cada dia os efeitos desta autodestruição, em nível macrocosmo, mas também, obviamente, nas perturbações existentes em nossa psique, nosso corpo físico, nossa alma. Somos parte de Um Todo, e para que possamos traçar objetivos para a cura do planeta, devemos antes nos voltarmos para nossa própria cura.

O sexo feminino talvez seja o que mais sofre, pois, no geral, vive num ambiente contrário à sua natureza cíclica e criadora. O que podemos fazer para resgatar nossa feminilidade, o poder criador que existe em cada uma de nós e que, da mesma forma que pode gerar uma vida, pode salvar inúmeras outras? Através da emergência da força materna, criadora, potencializadora, protetora e amorosa, podemos salvar à nós mesmas e manifestar esta Luz para todos que estiverem à nossa volta. Basta acessarmos nossas memórias ancestrais, nos conectarmos com as energias de cura que carregamos e deixarmos fluir a nossa Shakti (o poder feminino). Quando despertamos nossa essência divina, os desequilíbrios desaparecem, e com eles alguns termos muito comuns como TPM, distúrbios de menopausa, problemas com a fertilidade e com o ciclo feminino em geral, depressão, ansiedade, síndrome do pânico etc. Todas estas doenças não passam de avisos nos alertando sobre como nosso modo de vida desequilibrado está nos afetando. E se mesmo assim, preferirmos nos distrair com os shoppings centers e a novela das oito, o resultado final será uma vida cheia de doenças e perturbações.

Nunca é tarde para despertarmos e usufruirmos da vida de forma plena e consciente, cuidando de nós mesmas com gentileza e amor. É com este intuito que iremos realizar este encontro, aonde compartilharemos, além de técnicas meditativas, psicofísicas e orientações para uma vida saudável, uma nova maneira de olharmos para nós mesmas, como Divinas que somos. Iremos abordar o Ciclo Feminino em todas as suas fases, e como devemos agir para que o equilíbrio e a paz estejam sempre presentes em nossas vidas.

Que a Mãe Divina abençoe à todos nós!

Jai Maa!

Local: Kaula Yoga - R. São Mateus, 890. Juiz de Fora-MG

Contribuição: R$ 50,00 (inclui apostila)
Poucas vagas!
Reservas e informações: (32) 8454-2337 (claro) / 9134-7920 (Tim)
kaulayoga@hotmail.com
www.kaulayoga.com



O Culto da Mãe Divina

Śrī Swami Śivananda

© Divine Life Society
© Tradução livre por Māḷikā
© Revisão diacrítica e anotações por Anuttara

DEVĪ é sinônimo de Śakti ou o Poder Divino que se manifesta, sustenta e transforma o universo como um unificador da Força da Existência. Na verdade, a adoração de devī não é sectária, não pertence a nenhum culto. Pela atividade ou Śakti queremos dizer o pressuposto de todas as formas existenciais do poder, o poder do conhecimento, da onisciência. Esses poderes são os gloriosos atributos de Deus, e você pode chamá-lo de Viṣṇu ou Śiva, ou da forma com que você se identificar. Em outras palavras, Śakti são as muitas possibilidades do Absoluto surgindo como várias representações do Deus deste universo. Śakti e Śākta são apenas um; o poder e aquele que possui o poder não podem ser separados; Deus e Śakti são como o fogo e o calor do fogo.

A adoração de devī ou culto de Śakti é, portanto, o culto da glória de Deus, da grandeza de Deus e Sua supremacia. É a adoração do Todo-Poderoso. É lamentável que devī é entendida como uma sanguinária deusa hindu. Não, devī não é propriedade exclusiva do Hinduísmo. Devī não pertence a qualquer religião. Devī é a força consciente do Deva. Não deixe que isto seja esquecido. As palavras devī, śakti, etc., e as idéias de diferentes formas ligadas à esses nomes são concessões dadas às limitações do conhecimento humano, da compreensão humana. Bhāgavan Śrī Kṛṣṇa diz na Bhagadgītā: Esta é apenas a minha natureza, a Śakti inferior, além desta está a minha natureza superior, a Śakti original, o princípio da vida que sustenta todo este universo. A Upaniṣad diz: Pāra-Śakti, o Poder Supremo de Deus é ouvida de várias formas, este poder é a natureza de Deus manifestando-se como conhecimento, força e atividade. Verdadeiramente falando, todos os seres do universo são adoradores de Śakti, pois não há ninguém que não A ame ou anseie por Seu poder de uma forma ou de outra. Físicos e cientistas têm provado agora que tudo é energia pura imperecível. Esta energia é apenas uma forma da Śakti Divina que existe em cada forma de existência.

Visto que Śakti não pode ser adorada em sua natureza essencial, Ela é adorada como concebida em suas inúmeras manifestações, ou seja, criação, preservação e destruição. Śakti em relação a estas três funções é Saraswatī, Lakṣmī e Kālī. Estas, como é evidente, não são três devīs distintas, mas uma devī sem forma que é adorada em três formas diferentes. Navarātri é a ocasião festiva dos nove dias de adoração de Mahā-Kālī, Mahā-Lakṣmī e Mahā-Saraswatī, a Divindade do Universo adorada de três maneiras.

Saraswatī é a Inteligência Cósmica, Consciência Cósmica, o Conhecimento Cósmico. A Adoração de Saraswatī é necessária para buddhi-śuddi [purificação do intelecto superior], viveka-udāya [ação discriminadora], vicara-śakti [inquirição na natureza da śakti] para jñāna [estado de gnose] para a iluminação. Lakṣmī não significa riqueza material simples como o ouro, gado, etc. Todos os tipos de prosperidade, glória, esplendor, alegria, exaltação ou grandeza estão sob a graça da Deusa Lakṣmī. Śrī Appāyya Dikṣitar chama a libertação final como mokṣa saṃrajya lakṣmī. Por isso o culto de Lakṣmī significa o culto da Divindade, o poder que se dissolve na multiplicidade da unidade. A adoração de devī é, portanto, a explicação de todo o processo de sādhanā espiritual em todos os seus aspectos.

Durante o Navarātri, observe um estrito anuṣṭhana-sādhanā [prática espiritual contínua], e purifique a sua natureza espiritual interior. Este é o período mais auspicioso no ano para a Adoração da Mãe. Leia Sapthasathi, ou Devī-Mahātmya e Lalita Sahasrānama. Faça japa de mantra para devī. Realize o culto formal com pureza, sinceridade e devoção absoluta. Chore pelo darśana de devī. A Mãe Divina vai abençoar-lo com o conhecimento, a paz e a alegria que não têm fim. Que a Mãe Divina abençoe tudo!


© Texto em português Kaula Yoga ::: Tantra, Yoga & Āyurveda
www.kaulayoga.com





Tida como uma noiva perigosa, a deusa Durga representa uma ameaça fatal àqueles que se aproximam dela sexualmente. Inluindo gestos obscenos e comentários maliciosos, o rito remete a um interstício em que a ordem social é suspensa, permitindo a liberação de elementos reprimidos.

Apesar dela surgir como uma deusa apenas em textos mais tardios, suas raízes remetem às culturas nativas da Índia, culturas tribais e campesinas que ainda existem nas regiões periféricas, como as Montanhas Himalaias e Vindhias. Retratada como rainha cósmica, deusa guerreira e destruidora de demônios, seus mitos e rituais enfatizam a tensão sexual implícita entre a deusa e o demônio que ela combate, demônio este que é apenas um aspecto dela mesma. 

Afirmando-se no campo de batalha, Durga inverte a posição das mulheres e, portanto, coloca-se fora das regras sociais, fornecendo uma versão refrescante e socialmente revigorante da realidade. Como imagem do feminino, desafia a visão estereotipada das mulheres, encontrada nos livros legais hindus tradicionais, talvez sugerindo "o extraordinário poder que está reprimido nas mulheres, que são forçadas a papéis submissos e socialmente desvalorizadores."
Monica Von Koss ( "Rubra Força - Fluxos do Poder Feminino)

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