“As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente à sua natureza receptiva. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade". — Jamie Sams

Ao longo do tempo, os seres humanos vêm se distanciando cada vez mais de sua essência, e do sagrado que permeia nossa existência. Nossos ancestrais viviam em contato direto com a natureza, reverenciando os seus ciclos, através das mudanças de estação, e em profunda gratidão por tudo o que a Grande Mãe lhes ofertava.

Como essa ligação era profunda, as pessoas, apesar das dificuldades de sobrevivência, eram felizes e se sentiam preenchidas, pois, conseguiam ouvir sua voz interior, lhe dando orientações e aconselhamentos acerca do que fazer em determinadas situações, das decisões a serem tomadas e, assim, conseguiam manter seus ânimos apaziguados.

As mulheres, principalmente, honravam sua natureza, o seu ritmo biológico e o grande poder que detinham pelo fato de serem geradoras de vida. O ventre, simbolizado pelo grande caldeirão, representava um templo sagrado, de onde a vida era emanada. Os homens, também, reverenciavam a mulher por esse grande poder.

Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres pelas Deusas para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida. A sincronicidade do ciclo lunar e menstrual refletia o vínculo entre a mulher e a divindade, pois ela guardava o mistério da vida em seu corpo e tinha o poder de tornar real o potencial da criação.

Nas sociedades matrifocais, as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, o que, entre outras coisas, gerou a caça às bruxas, durante a Inquisição.

Milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida.

No passado eram realizados rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas Lunares, onde as mulheres se isolavam para recuperar suas energias e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual. Após esse período, elas, por estarem com a sensibilidade e intuição mais aguçadas, tinham revelações sobre curas, através do uso de ervas, por exemplo.

Infelizmente, a vida da mulher moderna levou-a à perda do contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. Tal distanciamento gerou problemas com relação ao ciclo menstrual, tais como TPM, cólicas, ciclo desordenado, entre outros, ocasionados pela não aceitação de sua natureza. Hoje em dia existem médicos que prescrevem medicamentos para que a mulher deixe de menstruar e se livre definitivamente desse “incômodo”. Sem atentar para os problemas fisiológicos que podem surgir, além vários desequilíbrios hormonais emocionais e psíquicos.

Para restabelecer essa sincronicidade natural, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com o seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá "cooperar" com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique. (Mirella Faur, Anuário da Grande Mãe).

Felizmente, existem vários grupos no mundo trabalhando para que o resgate do Sagrado Feminino seja feito, através dos Círculos de Mulheres, que através de bate-papos, danças, estudos de temas, permitem que a mulher resgate o seu poder pessoal e com isso possa desempenhar de forma mais saudável os seus papéis de mãe, esposa, mulher e profissional, tornando-as mais felizes e realizadas.

Joviana Lopes
Reikiana, Taróloga, Facilitadora de Grupos de Estudos e Workshops ligados ao Sagrado Feminino
Promove Celebrações de Lua Cheia e de Mudança de Estação e Celebrações de União

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